A ORIGEM DO JIUJITSU
O Jiu-jitsu nasceu há mais de 2.500 anos, e sua milenar arte de autodefesa, remete à Índia, onde os monges budistas, saturados das constantes invasões, com saques e mortes promovidas pelos bárbaros, estudaram uma técnica de autodefesa que lhes permitisse rechaçar os ataques, sem que tivessem que “trabalhar o físico” ou utilizar armas, o que contrariava sua filosofia de vida. Aquela técnica tinha como fundamento a capacitação de cada monge no condicionamento das defesas utilizando-se do princípio da alavanca contra a força (sempre maior) dos seus oponentes. Nascia a chamada “arte suave”, que durante séculos preservou a integridade daqueles “homens santos”, nômades e franzinos, sem que tivessem que abdicar da sua cultura mental para que tivessem que se dedicar a cultura corporal.

O poder da “arte suave” transpôs os limites dos monastérios e passou, pouco a pouco, ao conhecimento de outras culturas, e que por sua capacidade de domínio dos mais fracos sobre os mais fortes, ganhou lugar entre os guerreiros chineses, (a essa altura já havia ultrapassado as fronteiras da Índia penetrando na China). Dali para o Japão foi rápido como pólvora, passando a fazer parte da cultura de guerra dos Samurais.

O Jiu-jitsu passa a ser uma poderosa arma nas mãos habilidosas dos Samurais. Códigos de honra são estabelecidos e aquele que perde deve morrer. Através dos séculos, o Jiu-jitsu se impõe como arte de guerra, dividindo seus praticantes em adeptos dos seus diversos segmentos, como o Karatê, o Aiki-do, o Ken-do, etc.

No fim do século passado, o Japão feudal desmantelava-se e os Samurais, exímios guerreiros que tinham como função defender seus senhores feudais, e a partir de então, ao Imperador, ficaram desempregados passando a buscar no ensino do Jiu-jitsu a qualquer “mortal” um novo meio de vida. Mas ainda prevalecia o código de honra e “aquele que perde deve morrer”, transformando as competições em batalhas de vida ou morte. É nesse momento que nasce o Judô como competição esportiva, com vencedores e perdedores, permanecendo todos vivos. O Mestre Kano, grande técnico e professor de Jiu-jitsu, cria técnicas específicas para lutas de competição e o Jiu-jitsu, por ordem do Imperador, fica restrito a poucas escolas, proibidas de “exportar” suas técnicas.

No início do século passado, o diplomata japonês Mitsuo Maeda, conhecido como Conde Koma vem ao Brasil numa missão oficial e fica residindo em Belém do Pará. Mestre de Jiu-jitsu, o Conde Koma, em reconhecimento às gentilezas de Gastão Gracie, o diplomata brasileiro que o recebeu, e patriarca da família Gracie, transmite os ensinamentos da “arte proibida” ao filho mais velho de Gastão, Carlos, que em pouco tempo já dominava as técnicas e dava aulas. Mas foi seu irmão Hélio Gracie, mais franzino e mais fraco (63kg), que desenvolveu o sistema de alavancas e pontos de desequilíbrio, a ponto de poder sobressair-se sobre seus adversários, geralmente maiores e mais fortes.

Nasce, então, o Jiu-jitsu brasileiro, o melhor, mais completo e eficiente método de defesa pessoal praticado em todo mundo, tendo no Grande-Mestre Hélio Gracie a liderança de um bravo e competente Samurai. Dos seus ensinamentos afloram grandes lutadores e professores da mais alta estirpe. O Grande-Mestre Hélio Gracie faz ressurgir a origem da “arte suave”, pois na sua juventude de uma frágil estrutura física, Hélio encontra no jiu-jitsu a alavanca para transformar-se no maior expoente do esporte no Brasil, com repercussão Internacional. Durante mais de meio século, o Jiu-jitsu brasileiro faz um trabalho de base na formação de técnicos e professores, capazes de multiplicar seus fundamentos e a sua arte, chegando aos dias de hoje com milhares de praticantes em todo o Brasil e no exterior. Academias desenvolvem crianças, jovens e adultos, homens e mulheres, no aprendizado da Defesa Pessoal e da luta de competição. Provavelmente, o Conde Koma não previu que no seu gesto de gratidão à família Gracie, transformaria o Brasil no maior celeiro mundial de Jiu-jitsu, e que, se praticaria o mais completo e imbatível Jiu-jitsu do mundo.



A Família Behring é o reflexo da própria história do JIU-JITSU, quando Flavio Behring nos idos de 1947 inicia seu aprendizado da "arte suave" nas mãos prodigiosas de Hélio Gracie, fazendo do JIU-JITSU o seu esporte.Nesses 70 anos buscou nos ensinamentos técnicos da Família Gracie, a estrutura indispensável para se tornar um bom praticante, um competidor do nível da tradição do JIU-JITSU, e um professor preparado para instruir, orientar e educar gerações de praticantes e lutadores.O ponto alto do seu trabalho foi a formação dos filhos Sylvio e Marcelo, Professores, Campeões e Especialistas na arte de ensinar e de competir.

Jovem franzino, marcado pelas crises de asma, mantinha distância de qualquer prática esportiva, pois a simples movimentação resultava em "falta de ar", é levado por seu Pai à Academia de Hélio Gracie na esperança de vê-lo encaminhado à pratica de uma atividade física que ao mesmo tempo pudesse servir como base para o desenvolvimento de seu equilíbrio emocional. Assim há 70 anos Flavio vestia seu primeiro kimono e tentava, mesmo antes de vencer algum adversário de carne e osso como ele, lutar contra as crises de asma de que era acometido frequentemente.

Lição válida pois aos 14 anos era levado pelo patriarca da Família Gracie, Carlos Gracie, aos jornais do Rio de Janeiro, para responder ao desafio de um lutador japonês de nome Shimura, ao Grande Mestre Hélio Gracie, para uma luta de JIU-JITSU em qualquer local e hora. Valeu uma aposta (dos Gracies) no valor de Cr$ 5.000,00 (em 1952), como o jovem Flavio Behring o derrotaria.O tal Shimura nunca apareceu para conferir.

De jovem aluno dedicado, transforma-se em Monitor da Academia Gracie, dando assistência ao Professor João Alberto Barreto, um dos maiores expoentes do JIU-JITSU de todos os tempos, vindo dois anos mais tarde a assumir a função de Professor de alunos de João Alberto, que se ausentara por vários meses, na recuperação de uma delicada cirurgia de meniscos e ligamentos.

Já adulto e dedicado à sua atividade de profissional de Marketing, Flavio mantinha seu trabalho como Professor de JIU-JITSU, a essa altura na Academia do Grande Mestre João Alberto Barreto, onde iniciou seus filhos no JIU-JITSU, desde a idade de 3 anos.

Com João Alberto (num trabalho pioneiro) viajando , em 1963, aos Estados Unidos, realizando uma série de demonstrações das técnicas do JIU-JITSU, ao FBI, à Academia Naval de Anápolis, em Universidades e Clubes, aceitando qualquer tipo de confronto com qualquer atleta de qualquer modalidade, que desejasse testar a eficiência do JIU-JITSU. As platéias atônitas constataram a eficiência e a supremacia do JIU-JITSU sobre os demais lutadores das outras modalidade.

Durante os anos que se sucederam (início em 1964) Flavio Behring se empenha em "abrir" os horizontes do JIU-JITSU através de um amplo relacionamento com o Judô, chegando a competir na modalidade olímpica, em um campeonato no Rio de Janeiro, para espanto tanto dos adeptos do JIU-JITSU quanto do Judô. Alguns anos mais tarde dois novos valores começam a despontar para o JIU-JITSU, lastreados por uma formação de base técnica e conhecimentos profundos em todos os segmentos dessa arte.

Sylvio e Marcelo Behring já aos 14 anos começavam um treinamento específico, sob a orientação do Pai, objetivando fazer deles tão bons lutadores quanto professores. BEHRING JIU-JITSU, uma instituição voltada para a educação, o preparo e a formação do caráter de seus alunos é o resultado de um amplo trabalho e da dedicação do Grande Mestre Flavio Behring, hoje graduado faixa vermelha (maior graduação possível na arte) e dos seus filhos, no estudo contínuo do aperfeiçoamento e atualização das técnicas do JIU-JITSU, e do comportamento resultante da prática dessa arte.

Fundada em 1994 pelo professor Marcio Corleta a Winner Behring é uma das pioneiras do Jiu-Jitsu no estado do Rio Grande do Sul. Quando de sua fundação o professor Marcio Corleta tinha como treinador e professor de sua academia o Mestre Ricardo Murgel, que foi quem apresentou e incentivou o Prof. Marcio Corleta a se dedicar ao jiu-jitsu e tornar isso uma profissão numa época em que o esporte ainda não era muito difundido e conhecido.

Apresentado ao mestre Flavio Behring e seus filhos Sylvio e Maurição pelo Prof. Ricardo Murgel, em 1997 o Prof. Marcio Corleta se torna o primeiro representante oficial da Behring Jiu-Jitsu no estado do Rio Grande do Sul e inicia assim uma trajetória vencedora no Jiu-Jitsu e uma das equipes de competição mais fortes e vencedoras do estado. Com a supervisão técnica dos Prof. Sylvio Behring e Maurição a equipe contava com nomes como Alexandre Fortis, Fabricio Werdum, Fabiano Mendes, Rosangela Conceição, Mário Reis, Guto Campos, Amanda Monzo, Marcos Lanzer, dentro outros grandes nomes do Jiu-Jitsu do nosso estado.

VISÃO, MISSÃO E VALORES
Uma das pioneiras no estado do Rio Grande do Sul, a escola e academia Winner Behring, na figura do seu fundador, o professor Marcio Corleta, um obstinado pelo desenvolvimento do Jiu Jitsu e pela formação de campeões no esporte, tem como visão o desenvolvimento do potencial de cada indivíduo como atleta, cidadão e ser humano, através da prática dos princípios e valores que fundamentam o Jiu Jitsu, sempre honrando e respeitando a tradição dos mestres e professores que construíram esta arte genuinamente brasileira.


“O Sucesso depende da capacidade de superação de cada um”
Grande Mestre Flávio Behring


AMIZADE.  RESPEITO.  LEALDADE.  DISCIPLINA.  HUMILDADE.  PERSEVERANÇA.  DETERMINAÇÃO.  COMPROMETIMENTO



CONFIRA NOSSOS HORÁRIOS